Saúde

Vigilância Sanitária do Paraguai alerta para medicamentos com tirzepatida sem registro

A Direção Nacional de Vigilância Sanitária (DINAVISA) do Paraguai, emitiu alerta sanitário após identificar a comercialização não autorizada de produtos que se apresentam ou declaram conter tirzepatida. O comunicado informa que a situação envolve medicamentos sem registro sanitário no Paraguai.

A identificação ocorreu no departamento de Alto Paraná, em Cidade do Leste, região de fronteira.

Os produtos apareceram com os nomes:

  • Mounjaro
  • Tirzapatide injection
  • TirzseBound
  • Tirzepatide
  • Freedom Research
  • Tirzepatide Synedica Labs

Segundo a DINAVISA, os itens não possuem Registro Sanitário vigente, exigência obrigatória para importação, distribuição e comercialização legal no país. A ausência desse registro impede qualquer garantia sobre a procedência dos medicamentos.

O órgão sanitário classificou o caso como risco grave à saúde pública. De acordo com o alerta, não há garantia sobre a composição, qualidade, segurança ou eficácia dos produtos. A instituição informou que essas substâncias podem conter ingredientes não declarados ou em concentrações incorretas, provocar efeitos adversos graves e até colocar a vida do consumidor em risco. Também não existe informação validada sobre dose, preparo ou forma de uso.

A DINAVISA reforçou que a administração de medicamentos com tirzepatida exige prescrição e supervisão médica. A legislação paraguaia, por meio da Lei nº 1119/97, proíbe a venda de produtos falsificados, vencidos, não autorizados ou introduzidos de forma ilegal.

Como orientação, a agência recomendou que a população não adquira nem utilize produtos com tirzepatida vendidos pela internet, redes sociais ou canais não autorizados. A instituição também orientou a verificar sempre a existência de registro sanitário no rótulo dos medicamentos e a buscar apenas profissionais de saúde qualificados para tratamento de obesidade ou distúrbios metabólicos.

NO BRASIL

A Anvisa decidiu barrar a entrada no país de uma série de medicamentos agonistas de GLP-1 — as famosas “canetas emagrecedoras” que têm circulado pelo país sem avaliação oficial de qualidade, eficácia ou segurança. Na prática, a Agência proibiu fabricar, distribuir, importar, vender, divulgar e até usar esses produtos que não têm registro sanitário no Brasil.

 

Até agora, a proibição atinge os seguintes itens:

 

  • T.G. 5 (RE 4.030)
  • Lipoless (RE 3.676)
  • Lipoless Éticos (RE 4.641)
  • Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641)
  • T.G. Indufar (RE 4.641).

Fonte : Catve