A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nas primeiras horas desta quarta-feira (24) uma grande operação contra uma organização criminosa investigada por atuar na produção, armazenamento, transporte e distribuição de drogas para diferentes regiões do país.
A ofensiva mobiliza mais de 200 policiais e ocorre simultaneamente em 17 cidades dos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Ao todo, estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão.
A ação conta com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR), que atua com cães farejadores, além das polícias civis dos demais estados envolvidos.

Investigação começou após apreensão de 1,1 tonelada de drogas
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início há cerca de três anos após uma operação conjunta com a Receita Federal que resultou na apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecentes em uma transportadora de Maringá.
A partir da análise do material apreendido, os investigadores identificaram integrantes de um grupo criminoso com atuação na região de Loanda, no Noroeste do Paraná.
“O aprofundamento das investigações permitiu identificar uma estrutura criminosa complexa, responsável pela produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira dos recursos oriundos do tráfico de drogas”, explicou o delegado Leandro Munin.

Paraná era rota estratégica para distribuição
As apurações apontam que a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de drogas em Mato Grosso do Sul. Os entorpecentes eram transportados para o Paraná, inclusive por meio de travessias clandestinas pelo Rio Paraná, especialmente na região de Icaraíma.
Após a entrada no estado, as cargas eram armazenadas em imóveis localizados principalmente em Loanda e Icaraíma, de onde seguiam para diversos destinos do país.
A Polícia Civil identificou ainda pessoas responsáveis pela adaptação de veículos com compartimentos ocultos para esconder drogas durante o transporte.
Os entorpecentes eram enviados para outros estados por meio de caminhões, veículos de passeio e até linhas regulares de ônibus.
Ramificações em São Paulo e Nordeste
De acordo com a investigação, integrantes da organização mantinham conexões com grupos criminosos em São Paulo, responsáveis pelo fornecimento de drogas.
Já no Rio Grande do Norte, os investigados seriam responsáveis pela redistribuição dos entorpecentes para cidades da região Nordeste.
Lavagem de dinheiro
Além do tráfico, a operação também mira um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para movimentar recursos obtidos com a venda de drogas.
A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de investigados ligados aos núcleos financeiro e operacional da organização. Segundo a PCPR, empresas e terceiros eram utilizados para ocultar a origem dos valores e facilitar pagamentos a fornecedores e integrantes do grupo.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José, Londrina e Pato Bragado (PR); São Paulo, Mogi Mirim e Botucatu (SP); Ceará-Mirim e Mossoró (RN); Coronel Sapucaia, Tacuru, Naviraí e Itaquiraí (MS).
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa.
Fonte: Catve








