A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a quarta fase da Operação Gift, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridas 93 ordens judiciais em municípios do Paraná e de Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).
A operação prevê o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva, 37 mandados de busca e apreensão domiciliar e 35 mandados de busca pessoal. A Justiça também determinou o bloqueio de valores e aplicações financeiras de 26 investigados, além do sequestro de imóveis, veículos e outros bens ligados ao grupo criminoso.
As diligências ocorrem em Pato Branco, Vitorino, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba, no Paraná, além de Florianópolis, Balneário Camboriú e Galvão, em Santa Catarina.
De acordo com a delegada Franciela Alberton, a investigação começou após a prisão em flagrante de um homem que transportava cerca de 65 quilos de maconha em Itapejara d’Oeste. Os tabletes da droga estavam embalados em papel de presente, origem do nome da operação.
Após aproximadamente um ano de investigações, a PCPR identificou a estrutura da organização criminosa, responsável pela compra de drogas na região de Foz do Iguaçu, pelo abastecimento do sudoeste do Paraná e pela distribuição de entorpecentes para o oeste de Santa Catarina.
Segundo a delegada, as apurações permitiram identificar as funções de cada integrante, os mecanismos de financiamento, a logística de transporte, a ocultação de patrimônio e o esquema de lavagem de dinheiro utilizado pelo grupo.
Durante a investigação, as forças de segurança apreenderam mais de 140 quilos de drogas, veículos utilizados nas atividades criminosas, mais de R$ 70 mil em dinheiro e prenderam 27 integrantes da organização.
As investigações apontam que o grupo possuía estrutura familiar e era liderado por um homem de 38 anos, responsável pela aquisição, transporte e distribuição dos entorpecentes. Familiares também atuariam na ocultação de patrimônio, movimentação de recursos ilícitos e logística financeira.
A PCPR estima que a organização movimentou aproximadamente R$ 30 milhões por meio do sistema bancário. Parte do dinheiro obtido com o tráfico era transportada em espécie entre Pato Branco e Foz do Iguaçu para dificultar o rastreamento. Em uma ação realizada em julho deste ano, policiais apreenderam mais de R$ 42 mil durante a entrega do numerário entre integrantes do grupo.
As diligências também revelaram o uso de empresas para ocultar a origem dos recursos ilícitos e a adulteração de cocaína com substâncias como cafeína e BCAA para aumentar o volume da droga comercializada. Em razão das evidências, uma farmácia de Pato Branco e o proprietário do estabelecimento foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta fase da operação.
Além das prisões, a quarta fase da Operação Gift busca descapitalizar a organização criminosa por meio do bloqueio de ativos financeiros e do sequestro de bens adquiridos com recursos provenientes do tráfico, enfraquecendo a capacidade operacional do grupo.
A operação mobiliza cerca de 150 policiais civis de unidades especializadas da PCPR, entre elas Denarc, DPI, Deccor, Doesp, NOC e GOA, além do apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, por meio do DEIC de Florianópolis e das DICs de Balneário Camboriú e São Lourenço do Oeste.
Fonte/ Catve




